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sábado, 19 de novembro de 2011

Cidade das mulheres grávidas.


O forte cheiro de damas- da - noite fundira o motor do meu carro que antes nunca, em viagem alguma, havia me deixado na mão. A estrada era um cemitério de carros. 
O sol, irrevogavelmente impiedoso! E eu já cansado da busca pelo destino final, abandonei meu parceiro de aventuras na estrada para procurar ajuda. Os insetos pareciam estar no paraíso, o cheiro doce grudado na minha pele me tornava um alvo fácil para dos habitantes dali.
Meus pés doíam, andei sete quilômetros até chegar a um vilarejo rodeado por um muro altíssimo e todo coberto de flores, o crepúsculo tornavam-as todas meio alaranjadas e trazia uma imensa sensação de alívio a quem incessantemente procurava algo para beber.
Na entrada arqueada, vi uma moça jovem do sorriso muito bonito. Como se me esperasse há muito tempo, aguardou que eu me aproximasse para me dizer com uma voz delicadamente sutil:
- São Jasmins!
- Como?
- São Jasmins e não damas - da -noite. Não poderia esperar que destinguisse o cheiro, Homens não diferenciam isso, ou são agradáveis ou são fétidos.
- Bom, acho que preciso de...
- Ajuda?!
- Não, preciso de água!
A mulher passou a mão nos cabelos compridos e os prendeu, disse que me levaria a casa de uma amiga para que eu pudesse descansar. A minha ânsia pela paz era tamanha que pelo caminho nem reparei quem passava pelas calçadas de pedra e areia, ora pedra, ora areia, só isso sentia ao pisar sorrateiramente até chegar à casa da tal amiga.
 - Que bom que chegou jovem rapaz...
Uma senhora dizia essas palavras, suportando o peso de uma enorme barriga, as pernas trêmulas e a bengala desgastada arrastavam-se pelos cômodos da pequena casa.
- Menino ou menina?! Perguntei à velha que também parecia sempre sorrir.
- É menina!
- E como sabe? Vocês não possuem muita tecnologia por aqui, possuem?
- Tecnologia meu jovem, para que? Nós não somos pessoas atrasadas como vocês homens corrompidos. O seu principio hedonista não lhe enriquece de felicidade e não lhe preenche como nossos princípios.
- E quantas pessoas vivem aqui?
- São 1.300 mulheres, ao todo 2.600 habitantes vivas.
Surpreendido com a certeza, hesitei em perguntar onde estavam os homens. Preferi ir eu mesmo atrás de algum. As ruas estavam infestadas de mulheres, altas, baixas, loiras, ruivas ou morenas, eram todas mulheres grávidas e agiam como se não fossem.
Trabalhavam, lutavam, fabricavam suas espadas e seus braceletes. Trançavam o cabelo uma das outras e abraçavam-se felizes.
- Bonitas, não?!
-São sim, inexplicavelmente...
- Mulheres! As mais belas mulheres nascem aqui, é costume nosso dar a luz à pequenas meninas e mandá-las rio abaixo para que possa ser feita a justiça no mundo. Assim surgiu nosso vilarejo. Não conhecemos nossas mães, mas somos mães eternamente.
- Eu não entendo... Senhora pode me explicar como vivem aqui? Por que me trouxeram aqui?
- Nós não o trouxemos aqui, foi você quem veio até nós e se quer ajuda, eu vos ofereço ajuda, Mas com uma condição...
Várias mulheres se aproximavam cada vez mais e mais. Vestiram-me uma armadura e enrolaram fitas compridas e azuis em volta dela. Estavam enlouquecidas. Indubitavelmente, eu era a presa dos habitantes daquele vilarejo.   ( monique pádua )

para sempre.

Ela simplesmente desapareceu da minha frente, quase como se o próprio corpo fosse uma simples imagem holográfica, projetada de maneira tão real que podia sentir seu cheiro impregnado nas paredes do quarto.
Quando entediada ela saia de seu mundinho pequeno, voando sozinha e vinha se sentar na beirada da minha cama. Quase toda às vezes se escondia, só restando o vestígio de sua presença no buraco deixado pelo seu corpo no colchão. Mas aquele seu perfume doce me tirava o sono e eu sempre descia as escadas em direção à porta da frente para verificar se entraria por ela.
Minhas esperanças eram frustradas quando lá de cima escutava bater a janela e as pequenas penas brancas flutuando pelo ar contra a luz do sol insistente diziam que já era “tarde”.
 Ah, como era agonizante não falar com você...
Com o tempo, sentir você  tornara meu ópio predileto.
Larguei bebidas, cigarros, passei a observar alguns ângulos da vida que ainda não tinha notado e mesmo gastando o tempo com coisas tão pequenas, os ponteiros do relógio apontavam  sempre a sua direção.
 Como entender o que se passa na cabeça agora?
Rua 16        ed. Paradise
     Décimo terceiro andar     toquei a campainha, você abriu a porta e caminhei em direção à janela ao seu encontro. We are together now... very together.  (monique pádua)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Le dialogue

- Oi! Fiquei pensando no que disse mais cedo
 sobre não viver a vida da maneira que se quer viver
E acabei percebendo... eu estou perdendo tempo
vivendo como os outros querem que eu viva


- É
Acho que esse é o defeito de todo mundo


- não da pra se sentir bem assim
Tanta coisa que ainda imagino fazer e vou deixando pra trás,
 vou esquecendo,
Ate um dia não poder mais
talvez eu nem realize todos os sonhos


- (risos)


- Ou sequer o meu ‘maior’


- Tipo o que?


 - Tipo passar um dia inteiro a toa
numa casinha bem pequena no meio do nada do lado de alguém
que eu goste muito
pra poder dizer, saber,  o quão bom seria a vida simples do lado da pessoa certa
sei lá
impossível...


-(risos)
Isso não é impossível
Aposto que tem alguém querendo o mesmo


- Mas não tem...
não tem!
a pessoa certa. 


-(risos)
Não existe "A Pessoa Certa"
A pessoa é quem você escolher...


- é difícil você escolher alguém e dizer que essa e a pessoa certa
acho que isso custaria uma historia inteira
talvez ate mais tempo que se espera
e...
tempo é o que eu ando gastando demais
fazendo coisas que não se sabe se vão me levar a algum lugar.


-Eu penso nisso o dia todo
E acabei descobrindo que o mundo só suga de mim
O que ele pode e tem pra me oferecer, não repõe o que perdi
Pelo menos você para pra pensar
muita gente só passa a enxergar isso depois de velhos





- Eu acho que o tempo colocado em jogo nisso
é o que temos de precioso
mas que a vida ainda suga a cada dia que passa
e vai tirando aos poucos
...
nem sei pra onde vou, se meus amigos ainda serão os mesmos..
se eu vou conseguir alguma coisa..
ou se todos esses anos da minha vida foram em vão
e quem sabe não foram
seria melhor assumir isso do que esperar que eu seja algo melhor daqui a 20 anos
ninguém sabe o que a vida nos guarda


- Quem te guiaria por um futuro incerto?
Quem seria o único capaz?


- Alguém que me conhecesse o bastante..
seria difícil achar "quem" ou "o que" faria isso


- Se concorda comigo que: Nem você te conhece o bastante!
Quem poderia ser?


-aah eu seria a ultima a pensar que eu conseguiria tal proeza
mas pra ser sincera contigo acho que um amor.
eu estou tentando por tudo nesse mundo não dar passos errados sabe,


-Aprendi tanta coisa com o fim de um namoro:
1º - Não existe conto de fadas, Jesus não prometeu felicidade pra ninguém aqui na terra!
2º - Se quer ser realmente feliz, então coloque seu amor e sua vida em algo que não variará com o tempo. Ou seja, Deus, só ele é imutável. As pessoas nos surpreendem.
3º - Enquanto tentamos ajudar a nos mesmos, não conseguimos chegar a lugar algum. É onde eu me pergunto: será que eu gostaria de alguém que cuidasse de mim e realizasse todos os meus caprichos? Ou eu seria mais feliz se, de todo o coração, cuidasse de alguém e fizesse esse alguém feliz, independentemente do que ele pode me oferecer.
Eu prefiro ser alguém que cuida, do que alguém que recebe cuidados.

...Realmente, a gente aprende... um dia sempre aprende.
-Vou à igreja. Beijos. Mais tarde conversamos mais!

- Acho que estou precisando ir na igreja..
não vou desde quando também terminei o namoro..
preciso ir e levar pessoas comigo.
está faltando isso pra muitos
fé.



-Pra todos. Somos vazios e tristes.