Ele não dizia mais coisas muito coerentes. Depois de muito tempo enriquecendo outras pessoas, vendendo sua saúde ( ou não necessariamente sua )deixando sobrar momentos importantes no vago passado da sua vida. Ele percebeu que as coisas já não eram como antes, e que talvez estivesse se desfazendo de algo que considerava essencial para continuar, e desistiu.
Por isso o que era grande, foi simplificado a um jogo de tentativas, onde ele sempre saísse vencendo, e o premio que levava para casa não eram méritos desejáveis, vez ou outra, uma taça de otimismo que não passaria da estante da sala, sem utilidade, era o suficiente.
Como sofri com a nossa perda... Estávamos mesmo perdidos um do outro. A única coisa que conseguia enxergar eram escolhas forçadas, mas ele se contentava com isso.
Me vi obedecendo, não mais a uma ditadura da felicidade, mas uma ditadura do hoje, onde tudo que fizesse não refletisse necessariamente um futuro pelo qual sonhei.
