Uma casa pequena e antiga, raramente passa algum “ar fresco” entre os moveis de madeira pura. A cortina mal colocada decora a sala de visitas esquecida.
Uma pequena casa, de frente a uma igreja imensa e movimentada. Mas a casa... Ninguém notava.
E nessa casa mora um bom homem que com dificuldade sobe e desce as escadas da frente, todos os domingos de missa.
Este bom homem mora sozinho, de seus onze filhos, todos já crescidos, do pai nenhum se lembra.
A esposa a um bom tempo falecida, ainda habita aquela casa nos inúmeros retratos pelas paredes e estantes, tinha rosto de anjo; Era uma doce mulher.
Entre uma de suas fotos e um de seus pertences, o velho homem fez um pequeno altar, para que todo o dia pudesse ficar ali, ajoelhado, bem próximo a ela (ele ainda a ama muito)
As terras e o dinheiro já iam embora, agora o mínimo era o “suficiente”. O maior medo do velho homem, acredite, é cair e não poder mais andar. (como será o velho esquecido se não puder andar? )
E aquele sofá azul! Ah, que sofá aconchegante... Assim como as palavras de alegria que soavam fazendo toda a tristeza passada passar despercebida. Finalmente alguém se importava em trocar algumas palavras.
Do velho homem escutaria boas historias...
As mãos frias e magras apoiavam-se contra o joelho. O velho e bom homem mal sabia a vida que trazia às mórbidas lembranças de uma pessoa.
Ao sair, deixou ligada a luz de fora, sem saber se voltaria.
Me desculpe homem, por lhe tomar seu tempo, que como o vento é vago, mas de extrema importância.
(monique pádua)
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