Há muito tempo sonho em comprar uma casa de campo igual à de meu tio. Já havia feito inúmeras propostas tentadoras para que ele me vendesse a tal casa, mas ele sempre recusava e insistia em me dizer que tudo havia seu determinado tempo.
Procurei saber o preço de todas as casas de campo que encontrei, mas nenhuma era como a de meu tio. Talvez fosse pelo fato de ter passado uma boa parte da minha infância por lá, antes que minha mãe viesse a falecer quando tinha apenas onze anos.
Estava trabalhando quando me ligaram dizendo que meu tio decidira seu ultimo pedido: Queria que eu cuidasse muito bem de sua casa predileta, que agora estava em meu nome.
Mal pude acreditar na noticia, ao mesmo tempo em que a alegria tomava conta dos meus sentidos eu procurava entender porque ele havia feito isso. Tentei falar com ele de todos os modos e por um bom tempo, mas ele definitivamente desaparecera.
Passado alguns dias, a casa já estava como queria, os móveis rústicos todos de mogno puro decoravam o ambiente, pacato. Eu me sentia satisfeito, completamente realizado.
Observei detalhes que me chamaram muito a atenção, todos os cômodos da casa eram divididos simetricamente idênticos, eram “quadrados perfeitos” e a casa parecia muito espaçosa, por mais que fosse modesta.
Os dias passavam, descobri também que meu tio havia deixado além da casa, um velho relógio de cordas.
Quando percebi, estava velho, e as “coisas” lá fora haviam mudado, mas não tinha a mínima vontade de sair da velha casa, da caixa velha de madeira onde morava, e o relógio parado na parede, mostrava que já era hora de partir. (monique pádua)
Procurei saber o preço de todas as casas de campo que encontrei, mas nenhuma era como a de meu tio. Talvez fosse pelo fato de ter passado uma boa parte da minha infância por lá, antes que minha mãe viesse a falecer quando tinha apenas onze anos.
Estava trabalhando quando me ligaram dizendo que meu tio decidira seu ultimo pedido: Queria que eu cuidasse muito bem de sua casa predileta, que agora estava em meu nome.
Mal pude acreditar na noticia, ao mesmo tempo em que a alegria tomava conta dos meus sentidos eu procurava entender porque ele havia feito isso. Tentei falar com ele de todos os modos e por um bom tempo, mas ele definitivamente desaparecera.
Passado alguns dias, a casa já estava como queria, os móveis rústicos todos de mogno puro decoravam o ambiente, pacato. Eu me sentia satisfeito, completamente realizado.
Observei detalhes que me chamaram muito a atenção, todos os cômodos da casa eram divididos simetricamente idênticos, eram “quadrados perfeitos” e a casa parecia muito espaçosa, por mais que fosse modesta.
Os dias passavam, descobri também que meu tio havia deixado além da casa, um velho relógio de cordas.
Quando percebi, estava velho, e as “coisas” lá fora haviam mudado, mas não tinha a mínima vontade de sair da velha casa, da caixa velha de madeira onde morava, e o relógio parado na parede, mostrava que já era hora de partir. (monique pádua)

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