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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"O Tempo como Temporalidade, Episteme e Sociabilidade"

Para quem anseia vida, eu sou imortal, para quem deseja incessantemente o novo, eu sou o velho e desejado tempo, que do tempo restou somente o vazio.
Antonio castro era um homem a quem eu observava minuciosamente. Passava horas ali sentado na mesa redonda a minha frente e, em uma de suas pequenas pausas, olhava aflito para mim, procurando entender porque não lhe restava tempo suficiente para cumprir suas tarefas até o fim da noite.
Tentava de toda maneira mostrar a ele quanta vida ainda tinha pela frente, mas o homem que sequer reparava o percurso que fazia todos os dias, não notaria o apelo do velho relógio da parede de seu escritório.
Às vezes, tentando quebrar o silencio funesto e tirar de sua mente as idéias insanas de dias de desgosto, gritava seu nome: - Antônio! Antônio! Antônio, quantas vezes fossem necessárias para que ele me dirigisse um murmúrio sem graça.
Cansado de discutir com os insetos, inquilinos abusados, decidi tirar um dia de descanso. A montanha de papéis e o litro de Uísque não trariam a mesma sorte para Antônio, que a uma hora dessa já devia estar chegando.
O barulho na porta dos fundos e os passos apressados denunciavam a chegada dele, e mal humorado, revirava os papéis da mesa no afã de encontrar algo. Quando percebeu que eu havia parado, decidiu que me daria corda para continuar trabalhando, afinal, naquela casa nada poderia “sair do tempo”.
- Estúpido! As letras saíram de mim quase que saltando. Antônio ainda perplexo com que havia escutado se sentou, encheu o copo e tomou uma dose de sua bebida predileta.
- E por que não mais o meu nome? Perguntava ele conformando-se com sua nova e inesperada definição.
-Estúpido lhe cai bem, uma pessoa que passa a maior parte da vida fazendo coisas mesquinhas, achando que a busca pelo dinheiro, pelo status, e o refúgio nas bebidas lhe faria preencher a vida que tem porem, esqueceu de um mero detalhe: você não é sozinho e sim medíocre, por não reconhecer que tem família e um mundo inteiro para conhecer.
 Dizendo essas palavras o homem saiu pela porta da frente e nunca mais voltou. Enquanto eu ainda insisto: Antônio! Antônio! Antônio! Antônio...
(monique pádua)

Um comentário:

  1. Aprenda com os cães!

    Se um cão fosse seu professor, você aprenderia coisas assim:
    Quando alguém que você ama chega em casa, corra ao seu encontro.
    Nunca perca uma oportunidade de ir passear de carro.
    Permita-se experimentar o ar fresco do vento no seu rosto.
    Mostre aos outros que estão invadindo o seu território.
    Tire uma sonequinha no meio do dia e espreguice antes de levantar.
    Corra, pule e brinque todos os dias.
    Tente se dar bem com o próximo e deixe as pessoas te tocarem.
    Não morda quando um simples rosnado resolve a situação.
    Em dias quentes, pare e role na grama, beba bastante líquidos e deite debaixo da sombra de uma árvore.
    Quando você estiver feliz, dance e balance todo o seu corpo.
    Não importa quantas vezes o outro te magoa, não se sinta culpado...volte e faça as pazes novamente.
    Aproveite o prazer de uma longa caminhada.
    Se alimente com gosto e entusiasmo.
    Coma só o suficiente.
    Seja leal.
    Nunca pretenda ser o que você não é.
    Se você quer se deitar embaixo da terra, cave fundo até conseguir.
    E o mais importante de tudo... Quando alguém estiver nervoso ou triste, fique em silêncio, fique por perto e mostre que você está ali para confortar.

    A amizade verdadeira não aceita imitações!

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