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domingo, 24 de fevereiro de 2013

asilo

Chegue aqui,
Não tenha medo
Entre afagos, duros pelos
E sua pele pura, minha crua pele
Escute encostada em meu peito
Apelos, nada mais.

A única coisa vibrante que passa
No fundo de meu corpo frio
São as lembranças de uma vida errante
E os amores de um moribundo.

Jogado aos fundos de um cômodo
Chorando os tempos que se foram
A dor de nao sentir mais nada
Palavras que nao me atordoam.

Perdoa-me por isso, te peço
Não anseio flores nem lagrimas
Só espero que algum dia se lembre
De tudo que ja fiz por ti.

Por isso filha, chegue aqui
Voce que me abraçou quando pequena
Ouviu bater meu coração,
Chegue mais!
Escute agora meus ultimos suspiros
E veja onde esqueceu seus pais.
(monique pádua)

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